Com expansão da operação, Projeto Sururu supera marca de 10 toneladas mensais de reciclagem de cascas de marisco no ES
O crescimento da busca por soluções ligadas à sustentabilidade, agricultura regenerativa e economia circular vem impulsionando iniciativas capazes de unir impacto ambiental, social e econômico em uma mesma cadeia produtiva.
No Espírito Santo, uma dessas experiências é o Projeto Sururu, que já reaproveita mais de 10 toneladas mensais de cascas de marisco em um único ponto da Grande Vitória e agora entra em uma nova fase de expansão operacional.
A iniciativa capixaba transforma resíduos provenientes da atividade das marisqueiras em corretivo agrícola orgânico utilizado por produtores rurais do estado.
O material, que historicamente era descartado sem destinação estruturada, passa por processos de triagem, moagem e reaproveitamento, retornando ao solo como insumo agrícola.
Baseado em princípios de economia circular e economia azul, o projeto conecta preservação ambiental, fortalecimento de comunidades costeiras e agricultura regenerativa. Segundo os organizadores, a atual expansão acompanha o aumento da demanda por soluções sustentáveis voltadas ao campo e à recuperação ambiental.
Mas, no caso do Sururu, crescer significa mais do que ampliar produção. Cada avanço operacional representa também a possibilidade de ampliar a proteção dos manguezais, fortalecer comunidades costeiras e gerar novas oportunidades de renda para mulheres marisqueiras envolvidas diretamente na iniciativa.
A nova etapa prevê ampliação do maquinário, fortalecimento da estrutura produtiva e abertura de novos pontos de coleta em comunidades ribeirinhas, permitindo que mais mulheres sejam incorporadas à cadeia regenerativa construída pelo projeto.
“O crescimento do Projeto Sururu representa a ampliação de um ciclo positivo que conecta meio ambiente, território e desenvolvimento econômico. Quando a operação cresce, cresce também o número de manguezais protegidos, de comunidades atendidas e de famílias beneficiadas pela iniciativa”, destaca Wita Sassi,administrador do projeto.

Além da destinação ambientalmente adequada dos resíduos, a proposta também dialoga com agendas ESG adotadas por empresas e instituições que passaram a buscar projetos associados a impacto mensurável, regeneração territorial e inclusão produtiva.
No caso do Sururu, a atuação se concentra especialmente em territórios costeiros e comunidades tradicionais ligadas ao manguezal. O projeto também fortalece pautas relacionadas à equidade de gênero por meio da participação direta das marisqueiras no processo produtivo.
Para os responsáveis pela iniciativa, um dos diferenciais está justamente na capacidade de integrar diferentes agendas contemporâneas em uma solução prática e escalável.
“O Sururu demonstra que desenvolvimento sustentável não precisa acontecer distante dos territórios. Muitas das soluções ambientais que o mundo procura já estão surgindo dentro das próprias comunidades tradicionais”, reforça Wita.

A expansão acompanha não apenas o crescimento da procura pelo corretivo agrícola orgânico produzido pelo projeto, mas também o reconhecimento de que modelos regenerativos tendem a ocupar espaço cada vez mais estratégico nas novas economias sustentáveis.
Nos últimos anos, iniciativas ligadas à economia circular e ao reaproveitamento de resíduos passaram a ganhar maior espaço em debates sobre sustentabilidade e desenvolvimento regional.
Nesse cenário, projetos que articulam impacto ambiental, inclusão produtiva e valorização de comunidades tradicionais têm ampliado presença tanto em políticas públicas quanto em estratégias corporativas associadas às agendas ESG.
No Espírito Santo, o avanço do Projeto Sururu acompanha esse movimento ao estruturar uma cadeia produtiva baseada no reaproveitamento de resíduos costeiros e na conexão entre territórios urbanos, comunidades pesqueiras e produção agrícola.
A ampliação da operação indica não apenas crescimento da demanda pelo corretivo agrícola orgânico, mas também a consolidação de modelos produtivos que buscam integrar desenvolvimento econômico e regeneração ambiental dentro de uma mesma lógica territorial.


Jornalista e corretora ortográfica. Atua na revisão, padronização e produção de conteúdo jornalístico, com experiência em rede de notícias e assessoria de imprensa, assegurando clareza, precisão e credibilidade da informação.



