Mesmo fora do pico, dengue preocupa e ações são intensificadas em Vitória

Mesmo fora do pico, dengue preocupa e ações são intensificadas em Vitória
Mutirão de Combate à Dengue - Região de Jucutuquara

Mesmo com temperaturas mais amenas, Vitória segue em alerta no combate à dengue. A Prefeitura mantém ações contínuas para conter o avanço do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da zika e chikungunya, reforçando que o risco permanece durante todo o ano.

A estratégia da capital mistura trabalho de campo com tecnologia. Além de mutirões de limpeza, aplicação de larvicidas e visitas domiciliares, o município aposta em ferramentas modernas para ganhar velocidade nas ações.

Agentes de combate a endemias agora utilizam tablets durante as visitas, permitindo que dados sobre focos do mosquito sejam enviados em tempo real. Com isso, áreas de risco são identificadas rapidamente e recebem intervenção imediata.

Outro diferencial é o uso de drones, que ajudam a mapear imóveis de difícil acesso. A partir das imagens captadas, as equipes conseguem planejar melhor as ações e atingir locais que antes ficavam fora do radar.

Na prática, o combate acontece em várias frentes: abordagem educativa em feiras e parques, telagem de caixas d’água, aplicação de fumacê e ações diretas nos bairros com maior incidência.

Apesar dos esforços, os números mostram que o desafio continua. Só entre janeiro e 22 de abril deste ano, Vitória registrou 1.289 casos de dengue.

A rede de saúde está preparada. Todas as 29 unidades de saúde e os dois prontos atendimentos do município contam com estrutura para atender a população. Além disso, seis unidades funcionam todos os dias, inclusive fins de semana e feriados, garantindo acesso contínuo ao atendimento.

Os sintomas da dengue podem variar de leves a graves. Febre, dor de cabeça, dor no corpo e nas articulações são os mais comuns, mas casos mais severos podem apresentar sangramentos, dor abdominal intensa e dificuldade para respirar.

A orientação é clara: ao apresentar sintomas, procure imediatamente a unidade de saúde mais próxima.

A prevenção continua sendo a arma mais eficaz. Segundo especialistas, cerca de 80% dos focos do mosquito estão dentro das residências. Ou seja, o combate começa dentro de casa.

Medidas simples fazem diferença: eliminar água parada, manter caixas d’água fechadas, cuidar de vasos de plantas, evitar acúmulo de lixo e manter ralos vedados.

A vacinação contra a dengue também está disponível na rede pública para crianças de 10 a 14 anos, podendo ser feita por agendamento ou de forma espontânea nas unidades.

No fim das contas, a equação é simples: sem água parada, sem mosquito. Sem mosquito, sem doença.

Foto de capa: Leonardo Silveira